Empresa que transportava estudantes universitários está irregular, segundo Deter.

A empresa Bampi Tur, que transportava universitários de Xanxerê para São Domingos e se envolveu em um acidente com um Golf na noite de quinta-feira, na SC-480, em Ipuaçu, estava com problemas na documentação, segundo fiscais do Departamento de Transportes e Terminais (Deter), que fiscaliza os transportes intermunicipais. Os proprietários das empresas podem sofrer sanções administrativas e penais.

– A empresa estava irregular pois não tinha apólice de seguro e apresentava outros documentos vencidos – afirmou o fiscal e presidente da comissão de Política Estadual de Transportes de Santa Catarina, Luís Carlos Faísca.

Faísca explica que a apólice de seguros é uma garantia para os usuários e familiares em caso de acidente. Além disso, a empresa está com o Certificado de Vistoria vencido, documento que atesta a qualidade mecânica do veículo.

 De acordo com Faísca, a empresa já havia sido autuada por outra irregularidade no transporte de passageiros para uma agroindústria em Xaxim.

Em três dias de fiscalização na região, as equipes do Deter já aplicaram mais de 30 autuações, uma delas com ônibus com 27 anos, quando o recomendável é de, no máximo, 15 anos, segundo o subtenente e comandante do posto da Policia Militar Rodoviária Estadual em Bom Jesus, Jorge Luís Kessler.

Kessler ainda vai analisar o tacógrafo do ônibus, que foi danificado no acidente, para avaliar a velocidade do veículo. Também será periciado o Golf, para tentar descobrir o que provocou o acidente. A lama na pista foi algo que contribuiu para a colisão, segundo o policial.

– Com certeza a chuva forte e a lama contribuíram, mas pode haver outros fatores, como velocidade – disse Kessler.

Multas por irregularidades são de baixo valor

Faísca diz que há um projeto tramitando há dois anos na Assembleia Legislativa, de número 0358.6/2015, que prevê aumento de multas para irregularidades no transporte. A multa por não ter apólice de seguro é de R$ 31,92, por exemplo.

A reportagem tentou contato com a empresa Bampi Tur, em São Domingos, mas a funcionária que atendeu informou que os proprietários tinham ido nos velórios e tinham deixado os celulares na empresa. Sugeriu ligar mais tarde, mas posteriormente ninguém atendeu.

DATA: 03/03/2017
VEÍCULO: Diário Catarinense On Line
VALÊNCIA: Positiva          

Colisão com ônibus de estudantes universitários mata quatro pessoas em Ipuaçu, no Oeste de SC.

Um acidente de trânsito envolvendo um carro com três ocupantes e um ônibus com 14 estudantes universitários provocou a morte de quatro pessoas na noite desta quinta-feira em Ipuaçu, no Oeste de Santa Catarina.

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), além das quatro mulheres mortas – três alunas e uma ocupante do carro – seis pessoas se feriram gravemente. Outras oito sofreram apenas escoriações. O acidente aconteceu por volta da 23h30min no km 60 da SC-480.

Com a força da colisão, o ônibus tombou em um barranco às margens da rodovia. 12 vítimas foram encaminhadas o Hospital São Paulo, em Xanxerê. Os outros dois feridos seguiram para o Hospital Regional do Oeste.

Conforme o relato de amigos e parentes, Júlia Bergmann, 21 anos, Érica Rosa, 23 anos e Ana Paula Busatto, 20 anos, estavam no ônibus com mais 11 pessoas. Já Talita dos Santos, de 18 anos, era ocupante do Golf com placas de São Domingos. Além dela, outras duas pessoas estavam no carro na hora do acidente.

Conforme a polícia, o ônibus havia saído da Universidade do Oeste de SC (Unoesc), no Campus de Xanxerê, local onde os jovens estudavam, e retornava para as cidades de São Domingos e Ipuaçu. Já o carro trafegava sentido ao município de Bom Jesus. Segundo o Comandante do posto da PRMv, Jorge Luiz Kessler, chovia muito no momento do acidente. Além disso, havia grande quantidade de barro na pista:

— Com certeza isso contribuiu com o acidente.

Alexandre Dos Santos, um dos sobreviventes do acidente e que estava no carro, contou que a colisão aconteceu logo após uma uma curva. Segundo o jovem, o barro na pista dificultava o trajeto.

— O motorista do carro perdeu o controle quando chocou-se com a lama e girou o carro. Nesse momento o ônibus descia no sentido contrário ao nosso, e acabou colidindo com a parte de traz do carro — contou Santos.

Além da PMRv, o Corpo de Bombeiros de Xanxerê, de São Domingos de Abelardo Luz, e o Samu de outras cidades ajudaram nos trabalhos de resgate, que durou toda a madrugada. A Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) estiveram no local para iniciar uma investigação. Ambos veículos foram retirados da rodovia no início da manhã e encaminhados a um depósito terceirizado na cidade de Bom Jesus.

 

Alta do combustível faz crescer a conversão de carros para o GNV

Em tempos de crise tem muita gente convertendo o carro para o GNV, o gás natural, em São Paulo, a demanda cresceu mais de 100% no primeiro trimestre. No Rio de Janeiro, a repórter Renata Capucci mostra como avaliar se vale mesmo a pena.

Na contramão da crise, o movimento na oficina de Roberto Palma só aumenta. Este ano, está 50% maior.  “Profissionais que dependem do veículo para trabalho, no caso de táxi ou motoristas autônomos, eles sempre converteram, só que de um tempo para cá, a gente percebe que profissionais de outras áreas e até mesmo domésticos, com a intenção de reduzir os custos, estão procurando a conversão”, diz.

O custo não é baixo, vai de R$ 3 mil a R$ 7 mil dependendo do tamanho do cilindro, do modelo do carro e do equipamento, mas Tiago Tonassi, que percorre de 70 a 100 quilômetros por dia e anda gastando até R$ 1200 por mês de gasolina, está fazendo as contas e acha que vai compensar o investimento. “Eu acredito que eu vá gastar metade desse valor, entre R$ 600 e R$ 500”.

Essa procura tem uma explicação principal: a economia. Abastecer com gás natural custa muito menos do que com gasolina, álcool ou diesel. No fim do mês, o motorista deixa de gastar, em média, 60% do que paga pelo combustível líquido. E no Rio de Janeiro, tem um outro incentivo: o desconto de 75% no IPVA dos carros com GNV.

Mas é preciso ter cuidados com a instalação e a manutenção. “Ele deve primeiro confirmar que a oficina é registrada e autorizada pelo Inmetro, o que significa que ela é avaliada continuadamente e demostra-se competente para instalação do GNV. Ele deve também atentar se essa oficina usa peças certificadas. Isso significa que essas peças foram submetidas a ensaios de laboratórios e se mostraram seguras, portanto são adequadas para uso”, explica Alfredo Lobo, diretor do Inmetro.

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DATA: 21/05/2016
VEÍCULO: Jornal Hoje On Line
VALÊNCIA: Positiva
COLUNA: ECONOMIA          

 

MAIO AMARELO E A APLICAÇÃO DA LEI

DATA: 01/06/2016
VEÍCULO: Diário Catarinense
PÁGINA: 19
COLUNA: Artigos          

Maio amarelo e a aplicação da lei